ALUNA A

Luize Valú Schneider Bicalho

Aluna A é um novo projeto muito especial para apresentar a força das mulheres maravilhosas que fazem a diferença em nossa escola. Para inaugurar a sessão, levamos nossa aluna Luize Valú S B, que está desde o início com a gente, para um ensaio de foto na Découvert Art, pelas lentes do parceiro Paulo Valle. Ela conversou conosco sobre sua relação com o pole, autoestima, feminismo e muito mais, num bate-papo delícia.

Vamos falar um pouco de Pole. Conta um pouco dessa história. Como você começou?

A primeira vez que eu pensei em pole foi antes de surgir o Studio A. Eu lembro que pensei: "Olha, que interessante, quero fazer!". Só que eu ia adiando porque eu nunca fui uma pessoa de fazer atividade física. Um dia a Vanessa (*Soares, aluna do Studio A) postou uma foto fazendo um movimento. Eu achei tão lindo, tão incrível, e decidi: "Eu quero fazer isso!". Ela me passou o contato da Lu Senra e eu comecei imediatamente. A primeira lembrança que eu tenho no pole é eu tentando colocar a calça depois da aula e eu tava tão dolorida que eu não conseguia e ficava assim, morrendo de dor no corpo e eu pensei: "nossa, eu vou fazer isso pra sempre". Você fica dolorida e ainda por cima é divertido, vou continuar. E continuei.

E que o Pole representa pra você?

Sem falsidade, foi no Pole que eu aprendi a me amar. Eu sempre tive muito problema em usar short. Eu achava minhas pernas muito brancas e com celulite. Eu me olhava no espelho e ficava com vergonha. Cheia de complexo. E aí no Pole eu fui aprendendo. Toda hora a gente fala uma pra outra: "tá linda, tá linda" e comigo isso funcionou eu me sinto outra pessoa, 100% segura.

 

A gente tá falando sobre se amar. Queria entrar em uma outra pauta que eu queria falar sobre que é sobre feminismo. Como você se vê dentro desse movimento que estamos vivendo? 

Eu vejo que ainda tenho muito a aprender porque querendo ou não o feminismo é muito abrangente e todo dia a gente descobre uma coisa nova que nunca tinha parado para pensar antes. Mas eu sei que eu já evolui bastante nos últimos tempos. É só parar e pensar nas coisas que eu já tive coragem de fazer, de aceitar. Até com o pole mesmo, tem muita menina que a gente vê que fica insegura de tirar foto no pole porque o namorado vai ficar com ciumes ou algo do tipo. E esse discurso ajuda muito essas pessoas, mostrando que a gente pode fazer o que a gente quiser. 

 

Você acha que o pole te ajudou a entender melhor o feminismo?

No pole eu me descobri autossuficiente e, durante as aulas, eu estou ali me dedicando a mim mesma, cuidando de mim e me amando independente do que os outros acham. Sem contar que quando você faz um movimento que nunca conseguiu antes, você se sente a pessoa mais poderosa do mundo, a sensação é maravilhosa. eu faço o pole porque eu me sinto bem ali.

 

Qual seu movimento preferido?

Quando eu inverti em impulso a primeira vez foi mágico, porque eu descobri que eu conseguia ficar de cabeça pra baixo com a minha própria força. Mas tem um que eu me sinto o máximo sempre que eu faço, e a Lulu sempre me ouve pedindo pra fazer que é o Buda Invertido. 

 

No pole a gente vive um exercício diário de lidar com frustrações. Todo mundo que faz pole sabe que é muito dificil as vezes aceitar que vai demorar a conseguir fazer certos movimentos, e que nem sempre nosso treino vai ser proveitoso. Você  já é uma aluna antiga e entende isso muito bem. Como vc lida com essas frustrações?

Eu aprendi a lidar com isso voltando atrás e pensando em tudo que eu já consegui e achava que era impossível. Além do mais, minha turma é muito unida e a gente tornou esse nosso momento muito mais de diversão e menos de cobrança com a gente mesma. Frustração existe e eu aprendi a respeitar o limite do meu corpo - mas quando a gente conquista algo novo a sensação é tão boa que vale a pena. 

Qual a sua profissão?

Jornalista. 

 

E por que você escolheu ser jornalista?

Eu adoro a minha profissão. Mas eu não entrei na faculdade para fazer isso. Na verdade eu queroa trabalhar com Rádio ou TV, mas comecei a fazer as matérias de jornalismo e me apaixonei. Hoje não me vejo fazendo outra coisa!

 

E como você se imagina em 5 anos?

Acho tão difícil essa pergunta... (risos) Mas eu me imagino ainda trabalhando de home-office. Adoro trabalhar em casa, poder sair a hora que eu quiser. Já estou casada, imagino que a gente vai estar bem. Provavelmente vou continuar no pole, reclamando com a Lulu todos os dias... É isso!

 

Filhos?

Não, sem filhos, ainda não tô preparada para ter filhos e nem vejo isso pela frente nos próximos anos. 

 

Estaria morando em Belo Horizonte? Você gosta daqui?

Sim. Morando em BH. Adoro. Não mudaria. Minha irmã morou quatro anos fora e ficou quatro anos tentando voltar e eu aprendi com a experiência dela a não sair.

 

O que você mais gosta na cidade?

Aí vem aquela coisa de zona de conforto. Eu gosto de conhecer a cidade, eu gosto de me sentir em casa, de saber onde que eu tô, onde tenho que ir. Eu gosto de ir pra Praça da Savassi, sentar e ficar vendo as pessoas passando de um lado pro outro. E é aqui que tem minha família e meus amigos também.

Quem te inspira? 

Eu nunca fui uma pessoa que se inspirou em alguém específico. Sempre tive muitas referências e é difícil escolher uma só. Mas a minha irmã sempre foi uma inspiração para mim. Ela não era feminista e eu acho que eu, a irmã mais nova, estudei, descobri e me reconheci feminista muito pra passar isso pra ela. Tudo que eu aprendia, eu queria aprender pra passar pra ela. 

 

Um livro?

Harry Potter, com certeza. Foi o livro que me ensinou a gostar de ler e, depois disso, eu não parei mais. foi a partir dele que eu vi a leitura de uma forma diferente e, por causa dele, hoje em dia eu tenho vários outros livros preferidos. 

 

Uma música?

Songbird do Oasis

Essa música me lembra de quando eu consegui fazer um intercâmbio para os EUA na época da faculdade. Foi uma conquista muito grande pra mim. Na época ela tocava sempre, e até hoje eu me lembro da viagem com muito carinho por causa dessa música. 

 

Uma comida?

Macarrão e batata frita! 

É dificil escolher entre os dois, mas macarrão é uma comida, que eu posso comer no almoço e no jantar, e batata eu posso comer a qualquer hora e em todas as refeições. Então, provavelmente, eu ficaria com batata frita. 

 

Uma viagem inesquecível?

Ano retrasado eu e meu marido fomos para a Italia e foi lindo! Quando eu cheguei em Veneza me senti em uma novela da Globo - é muito incrível estar em um lugar que a gente tá acostumado a ver só pela televisão. 

 

Uma viagem dos sonhos? 

Eu comecei a me interessar muito pelo Canadá depois de assistir Tiros em Columbine - no documentário eles falam que lá muitas casas ficam destrancadas durante a noite e que o único tipo de furto que acontecia por lá era de bebida alcoolica e cigarro. A segurança é uma coisa que me incomoda muito aqui e ter esse tipo de segurança na sua casa é uma coisa inimaginável pra gente.

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