Conversando com: Cristina Longhi

March 26, 2016

No ano passado, quando estivemos em São Paulo, tivemos a oportunidade de conhecer de perto a escola de pole dance da Cristina Longhi. Além de fazermos uma aula por lá, conseguimos um tempo para conversar com a treinadora da equipe mais premiada do Pole Dance brasileiro. A gente falou sobre a dedicação às competições, o que é preciso para ser uma atleta renomada e, claro, sobre o começo de uma das primeiras escolas da modalidade no Brasil. Hoje finalmente viemos compartilhar com vocês essa conversa que nos deixou mega inspiradas:

 

 



Como tudo começou?


Eu comecei a praticar em 2008, quando vi em uma novela e aí eu achei aquilo mágico. Mas quando eu fui procurar por aulas de pole dance, eu vi que ainda não existiam aulas de verdade no Brasil, pelo menos não em São Paulo. Fiquei com aquilo na cabeça, queria fazer aquilo de qualquer jeito.
Então, meu marido, que sempre me apoiou, comprou uma barra cromada pra mim e colocou no meu escritório. Comecei a ver vídeos na internet e fui treinando sozinha em casa, aprendendo do nada e sem ajuda de ninguém.
Cada dia mais apaixonada pelo pole e cansada de procurar por aulas aqui na cidade, com 6 meses de treino eu decidi abrir uma escola e começar a dar aula - assim abri a primeira escola de pole dance em São Paulo.
Nesse mesmo ano fiz um curso de capacitação com a Elisangela dos Reis da Argentina. Nessa época, o Scorpio era o movimento mais difícil no pole, acredita? Se hoje a gente ainda acha que falta profissionalização na área, imagina há 8 anos atrás!
Cada dia ia estudando mais e mais, viajando para fazer cursos e comecei a me dedicar aos campeonatos. E foi nas competições que eu me encontrei dentro do pole - daí comecei a treinar atletas e hoje tenho a equipe mais premiada do Brasil.

Quais são seus projetos para o futuro?


Uma das minhas grandes conquistas atuais foi ter um movimento criado por mim no código do IPSF (International Pole Sport Federation). Esse reconhecimento é muito importante e ver as pessoas o fazendo pelo mundo afora é incrível!
Eu sou bem realizada com minha carreira hoje em dia, eu fiz tudo que eu queria e até coisas que nem imaginava, mas meu projeto atual é tornar a Alessandra Rancan uma campeã internacional.


Qual a principal diferença entre treinar atletas e dar aulas regulares?


A aluna regular faz pela atividade física e até pela diversão mesmo. Ela não precisa ter o comprometimento de um atleta. Para ser atleta é preciso dedicação, foco, disciplina, ter uma dieta restrita e o mais importante: é aprender a perder e respeitar seu adversário.

O que é preciso para ser uma Cristinete?


Aqui na nossa escola, temos as Cristinetes alunas e as Cristinetes atletas. A aluna tem que se enquadrar no perfil da escola - nós trabalhamos muito o lado esportivo do pole, e nossa escola mais intimista e reservada. Já as atletas hoje estão em um número reduzido, exatamente porque eu tento dar o meu melhor para treiná-las. Uma atleta exige dedicação, estudo e atenção - e eu as trato como filhas de verdade.

Jogo Rápido
Movimento preferido


Eu gosto mais de trabalhar as transições do que os movimentos em si, porque são elas que dão beleza às figuras e dinamizam uma coreografia.

 

Ídola (o) do Pole Dance


Eu adoro minhas atletas e elas estão sempre em primeiro lugar. Eu acredito nelas antes delas mesmas acreditarem.
Além delas, no Pole Sport tem a Oona Kivela. Não é que ela seja a mais forte ou mais flexível, mas ela tem uma presença de palco sem igual - ela entra no palco e domina o público. A Skukhtorova me emociona na parte artística e no pole sensual a Felix Cane, uma lenda do pole dance que quando entra no palco, também brilha.

 

Descalça ou com salto?


Eu gosto do descalço, porque eu adoro meu pé e minha ponta e assim posso mostrá-lo melhor, mas eu gosto muito de brincar também com salto!
 

Música lenta ou agitada?


Gosto de música com batidas, com marcações.

 

Na bolsa de uma pole dancer não pode faltar?


Força e determinação! Além disso, grip, uma roupinha bacana de apresentação, toalhinha e um chinelo ou meia pra entrar com o pé limpinho no palco.
 

A frase oficial da técnica Cris:


Eu já fui muito brava com as atletas, hoje sou mais boazinha com elas. Mas uma coisa que sempre falo para uma atleta antes da competição é: "Vocês vão lá pra competir - não é pra apresentar - tem que dar o melhor!"


Um defeito e uma qualidade:


Eu sou muito verdadeira, então as vezes eu falo muito na cara. E eu não tenho receio de falar não. Eu não quero, eu não gostei...
Uma qualidade é o foco. Eu aprendi que não dá pra ser tudo e fazer tudo perfeitamente. Você tem que se dedicar. É impossível ser treinadora, atleta, empresária, vender roupa, organizar evento. Não precisa abraçar o mundo, assim você só se perde.

 

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