Conversando com Mari Silva

February 15, 2016

Em uma das nossas viagens a São Paulo, tivemos a super oportunidade de bater um papo com Mari Silva, proprietária e instrutora da Vertical Fit, um dos mais tradicionais estúdios de Pole da cidade, conhecido no Brasil inteiro. Mãe de 3 filhos, casada e mega empreendedora, ela contou pra gente um pouco da sua história e de como faz para conciliar a família, o pole e sua empresa. Ah! Além das aulas que dá na Vertical Fit, hoje Maritambém se envolve em eventos de pole dance, como campeonatos, festivais e workshops internacionais com grandes nomes do pole e que levam gente do Brasil inteiro para sua escola. Vem ver como foi a nossa conversa:

 

Como começou sua história com o pole?

Eu já tinha visto o pole em alguns filmes e em programas de tv americanos, mas nessa época nem sabia direito como chamava a dança. Até que o pole apareceu aqui no Brasil, ao mesmo tempo, em duas novelas diferentes. Na Rede Globo, com a novela Duas Caras, eu conheci a Alzira, uma dançarina super sensual e, na Dance, Dance, Dance, da Bandeirantes, uma novela para o público jovem que minha filha assistia, eu também conheci a outra face do pole, menos sensual e mais artística. 

Os movimentos que elas faziam no pole eram bem básicos, mas eu fiquei encantada e falei com meu marido que queria muito fazer isso também. Comecei a ir atrás mas não encontrava lugares que ensinavam a tal dança, que eu ainda nem sabia o nome. Aos poucos comecei a encontrar algumas coisas no Google e encontrei uma escola de Pilates que tinha uma sala de Pole Dance. Lá, conheci a Cristina Longhi, que hoje é treinadora de uma equipe muito qualificada e conhecida no Brasil inteiro. 

Desde o primeiro dia, fiquei muito apaixonada com as aulas e até comecei a treinar em casa vendo vídeos no Youtube. O resultado do pole dance no corpo foi sentido rapidamente no período após a gravidez. Com o tempo, fomos sentindo a necessidade de mais técnica para entender os movimentos e desenvolver a atividade de uma forma correta. Junto com as colegas Cristina Longhi e Edi Reis, comecei a estudar o pole com mais intensidade e, bem timidamente, começamos a dar aulas. 

Com a procura das amigas da fauldade, que viram as minhas fotos na internet, decidi procurar um espaço para abrir um estúdio próprio.  Em 2010 montei uma salinha pequena, com apenas 3 barras. Nessa época, já comecei a montar uma equipe de instrutoras e companheiras, até porque, em pouco tempo, a sala já estava lotada. 

 

O que você espera para o futuro da Vertical?

Hoje somos uma equipe de mais ou menos 13 pessoas, não dava pra imaginar esse crescimento todo em apenas 6 anos, foi algo muito inesperado. A Vertical é uma escola muito conhecida e respeitada em São Paulo tanto pelo pole dance, quanto pela dança, pelo circo e até pela ginástica. Por isso, nossa intenção é crescer cada dia mais, mas, para isso, precisamos de uma equipe maior. 

 

Qual é a maior dificuldade e o maior prazer no mundo do pole? 

Eu nunca vivi na pele um preconceito transparente por causa do pole, apenas algumas brincadeiras que nunca me incomodaram. O maior preconceito que a gente vê é o das próprias alunas. Muitas ainda tem medo de assumir o que fazem ou que querem praticar pole. Muitas não falam pra ninguém que fazem pole porque tem medo do que os outros vão pensar ou por terem um trabalho muito formal. Por isso muita gente sequer procura a gente, mesmo querendo fazer uma aula. Também é muito dificil encontrar professores preparados, pois leva bastante tempo para capacitar uma pessoa. Muita gente não está preparada para o trabalho e isso prejudica o trabalho de quem é realmente dedicada e quer profissionalizar o pole. Várias alunas já relataram ter vivido uma experiência ruim antes de virem para a Vertical e, por isso, já quase desistiram do pole. 

 

Agora, prazer é o que mais tem. Uma das grandes alegrias para qualquer professora são os relatos das alunas, que antes eram depressivas, sobre como a auto estima delas mudou. Às Vezes não é nem que o corpo mudou, mas é que a pessoa começou a se sentir melhor com ela mesma, a se aceitar melhor por dentro mesmo. A gente se sente poderosa de conseguir fazer um movimento dos sonhos. Seja estético ou emocional, o resultado costuma ser muito positivo. 

 

Como conciliar empresa, treino, família? 

Entre cuidar de empresa, filhos, marido, a gente acaba se deixando um pouco de lado. Quantas vezes a gente estudou, trabalhou tanto que não deu nem tempo de treinar? 

 

Como você vê o futuro do pole no Brasil? 

Eu acho que vai ser cada vez maior, no Brasil e no mundo. Cada dia a atividade está se profissionalizando, as pessoas estão deixando os preconceitos de lado e conhecendo todos os benefícios do pole. Em 8 anos o pole já cresceu de uma forma que eu nem imaginava no começo, não dá nem pra pensar em como vai ser daqui pra frente!

 

 

Jogo Rápido

 

Movimento preferido

Handspring, knee hold, allegra. Existem tantos movimentos lindos que eu nem sei se algum dia vou conseguir fazer, vocês também sentem isso?

 

Pole Dancer ídolo(a)

Oona, Maddie, Felix Cane e no Brasil Alessandra Rancan, uma atleta completa, que é forte, flexível e dança também e dos meninos o Guilherme Ambrósio, claro! 

 

Descalça ou com salto? 

Os dois! Tem dia que eu quero mesmo é me sentir poderosa... mas tem dia que dá preguiça ser diva, né? 

 

Música lenta ou agitada? 

Os dois! Depende do clima do momento.

 

Na bolsa de uma pole dancer não pode faltar... 

Short, top, toalhinha, squeeze, salto alto e grip! 

 

Minhas alunas estão cansadas de ouvir...

Ponta de pé e linha de joelho, encaixa o quadril! 

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