Criado em 2015,  ‘Circo no Querubins’ tem produção de Lina Mintz e nasceu da parceria entre o Studio A e a Associação Querubins, Organização Não Governamental que, desde 1993, visa a educação e a formação humana de jovens da Vila Acaba Mundo. No último ano, o projeto cresceu com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura. Atualmente, atende a cerca de 100 crianças e adolescentes de uma das comunidades mais carentes da capital com a proposta de formar, capacitar e integrar jovens em situação de vulnerabilidade social.  

 

Trajetória

Com o aumento do número das oficinas de circo, cresceu também a frequência dos moradores. Grupos que não costumavam integrar as atividades da organização se tornaram alunos fixos. Os adolescentes, por exemplo, frequentemente abandonam o projeto por terem que ingressar no mercado de trabalho, mas nos últimos meses têm demonstrado forte interesse em mergulhar no universo circense. É notável também a participação de jovens com necessidades especiais, que encontram nas aulas um espaço para desenvolver habilidades e para se expressar. Por ser uma atividade física e lúdica muito abrangente, o circo consegue atrair pessoas dos perfis mais diversos.  

 

“Uma das alunas tem síndrome de down. Antes, ela chegava aqui, ficava sentada e não participava das oficinas do Querubins, mas ela se identificou muito com o circo e já fez até apresentações com o Rodrigo. A maneira dele trabalhar com as crianças, a técnica, os cuidados favorecem também o desenvolvimento das outras oficinas que oferecemos. E ainda tem a questão da disciplina. Os meninos sabem que tem que estar atento para não deixar o malabares cair, por exemplo, e a gente consegue perceber esse desenvolvimento da atenção em outros momentos. É uma oficina que crianças e adolescentes gostam muito, é uma linguagem que atende a todos”, conta Mércia Correa, coordenadora pedagógica da Associação Querubins.

 

O educador e professor de circo Rodrigo Santos trabalha com os jovens desde o início do projeto e observa que eles desenvolvem a coordenação motora, a superação de desafios, o trabalho em equipe e a consciência corporal nas oficinas. Ele entende que o circo pode ser um agente transformador, que propõe questionamentos e desperta a consciência.

 

Eu acredito que o circo te faz refletir: quando você tem um obstáculo e consegue enfrentá-lo, você se conhece melhor, se emancipa. À medida que a gente desenvolve a técnica, os saltos, as alturas, a manipulação dos objetos, isso reverbera na vida das pessoas. No Querubins, a gente trabalha com crianças de periferia e acredito que quando esses alunos enxergam que podem superar desafios dentro de sala, eles se abrem para os desafios que a vida oferece, principalmente no ambiente social que eles convivem. Além disso, tem os alunos com necessidades especiais. Quando eles desenvolvem uma técnica, como malabarismo com bolinhas, rolamento, parada de mão, eu percebo que eles ficam à vontade junto com a turma, eles não se sentem maiores nem menores”, reflete Rodrigo.

Unidade Savassi: Rua Tomé de Souza, 815
Unidade Funcionários: Rua Cláudio Manoel, 149

Belo Horizonte - MG

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